
Recomeço a
Aqui
a
Minha mais antiga rota de fuga:
A Escrita!
Antes me atrevo a colocar um poema da Adélia Prado, com quem tenho tanta ....
Sim, pois foi escrevendo que sobrevivi a tantas e tantas coisas desde pequena.
Lembro até de quando estava “apaixonadinha” por algum menino eu escrevia e escrevia...
Mandava e recebia cartinhas...
Depois meu pai me colocou pra estudar violão e já na terceira aula eu já tinha uma musica... aí escrevi outras e assim foi.
Eu tinha tudo para ser uma letrista, compositora, uma artista. Mas a vida não quis.
Queria ser roqueira.
Sim, roqueira, guitarrista!!!
Tentei também aprender a tocar bateria, mas não consegui.
Porque sempre que começava a crescer, ele mesmo, o meu pai, me podava as asas.
°°°
Serenata
Adélia Prado
Uma noite de lua pálida e gerânios
ele viria com boca e mãos incríveis
tocar flauta no jardim.
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobo
o que não for natal como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
- só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?
°°°
Não vou questionar os porquês de meu pai. Primeiro porque teria que fazer um post exclusivamente para isso.
Estou querendo me livrar de alguma coisa que está me impedindo de escrever; algo que me bloqueou, não só na escrita mas também nos meus sentimentos e minhas ações e reações as coisas que me tem acontecido.
Quero voltar a ter sonhos.
Quero me sentir mulher de novo!
Como quando criei este blog!
Como quando escrevia nos outros blogsouem qualquer papel que me aparecia.
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Tenho uma amiga que esta querendo me ajudar a voltar a ser aquela que fui um dia.
Tenho que confessar que sinto até uma certa pena dela...
Será tão ingênua que não percebe que depois de ter passado pela “moenda desta vida, depois que este tempo todo passou lá fora e eu não o vivi, como vou voltar a ser aquela “EU?” Ou quem seja lá quem for?
Não sei quem sou no presente momento (leia-se: nestes últimos anos).
Não tenho prazer em nada.
Vivo sozinha. Eu e meu computador que ainda me dá a possibilidade de interligação com o mundo exterior. Uma tênue linha...
Contudo, nem a ele tenho recorrido! Nem para escrever, nem para me comunicar, nem, nem, nem!
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Meu homem.
Tenho um marido. Tenho um homem.
Este vive trancado em seu quarto dias e dias.
Ou em si mesmo.
Não faz diferença se está aqui ou lá. Seu silêncio é cortante. Incomoda demais...
Como esta música que ouço agora, neste momento que escrevo este texto:
Boa Sorte / Good Luck
(Vanessa Da Matta e Bem Harper)
É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará
Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais
That's it
There is no way
It's over, Good luck
I have nothing left to say
It's only words
And what l feel
Won't change
Everything you want to give me
It too much
It's heavy
There is no peace
All you want from me
Isn't real
Expectations
Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais
Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais
Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who poisoned you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
so many special people in the world in the world
All you want
All you want
Tudo o que quer me dar /Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais/ isn't real
Expectativas / Expectations
Desleais
Now we're Falling into the night
Um bom encontro é de dois
(fonte: site oficial)
°°°
Ou se eu fosse lá falasse com ele e ele tentasse, se quisesse sair deste estado em que se encontra...
Se quisesse minha ajuda!
Eu cantaria para ele, dançaria para ele...
Como esta música que você ouve aqui no blog:
Sim... Amado.
(Vanessa Da Matta)
Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir, não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você
°°°
Minhas palavras muitas vezes padecem misturadas ou padecem que edito partes separadas e desconexas mas ao ler mais adiante você passa a entender como as coisas vêm até a minha cabeça.
Não vou mais “decodificar” para que as pessoas me entendam.
Isso dá muito trabalho, gasto meu tempo, perco boa parte do que de fato queria transmitir e, não vale a pena. Não vale!
Quero que me entendam assim como estou, sou... Percebe?
Hoje eu acordei cedo e determinada a escrever.
Tenho vários blogs. Todos “desativados”.
Antes eu escrevia em todos eles e ainda tinha tempo para criar blogs para minhas amigas e amigos (templates, layouts,etc).
Agora, digo, de uns tempos pra cá, ligo o micro, abro o MSN (não tenho andado a fim de teclar com ninguém), abro o Orkut, respondo quem de fato deixou recado importante para mim. E deixo o micro baixando filmes, músicas...
*Com relação a todos que por lá passaram, passam ou irão passar um dia, está lá um monte de avisos que não respondo a recadinhos cheios de “babados”, destes em série, ok?
Voltando: Minha vida sem nada de doce nem azedo... tudo insosso.
Faz dias que não tenho notícias de minha filha mais velha que sempre aparece aqui na Internet para dar notícias. A outra, a mais nova nem sei...
Minha mãe, da última vez que falamos ao telefone me pediu pra escrever uma “cartinha de amor” como sempre fiz, pois ela está sentindo falta de mim e de minhas cartinhas e de meu carinho...
Não sei quem sou, o que espero, o que quero. É verdade, não sei mais!
Queria acordar animada para fazer qualquer coisa, mas não acordo.
Queria, ao planejar algo, executar e pronto.
Mas nada faço.
Minhas roupas estão apertadas demais em mim.
Sabe aquela música do Arnaldo Antunes, do Titãs?
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Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar.
Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar...
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Sobre a minha bipolaridade...
É, Sou Bipolar.
Tenho um Transtorno Bipolar de Humor ou Emotivo...
Antigamente tinha outro nome, esta doença psiquiátrica: Psicose Maníaca depressiva.
Mas como a medicina está evoluindo em todos os aspectos, porque não iria evoluir na área psiquiátrica, certo?
Então descobriu-se que existem vários tipos de “graus, digamos assim.
O meu é o mais leve.
Sim, porque o mais grave está lá no hospital interndo se tratando, é agressivo e coisa e tal. Ou pega um talão de cheques, e/ou um cartão de créditos e faz um estrago nos shopping centers da vida...
No meu caso, eu só posso fazer mal a mim mesma. É, ou eu estou muito deprimida ou eufórica.
No estado de depressão, estado em que me encontro faz tempo, mas muito mesmo, eu não quero sair pra canto algum, fico muito triste e doente, pois não tenho só TBH ou TBE. Tenho lupus eritematoso sistêmico aí fico com febre, inchaços nas juntas, uma merda!
Não quero tomar banho; só tomo por questões de higiene mesmo...
Em estado de euforia, falo pelos cotovelos, faço milhões de coisas ao mesmo tempo... (antes eu começava e não conseguia terminar). Mas hoje eu me trato, tenho ótimos psiquiatras e o Instituto de Psiquiatria do Hospital das clínicas da Universidade de São Paulo disponibiliza para mim toda medicação de que preciso.
O ruim é uma ansiedade infeliz que tenho sentido e uma fome que me dá fora de hora que é um horror.
Aí, como não saio, não me exercito, não tenho vontade de me cuidar, estou com 98kilos!
Isso sta me deixando com problemas de coluna, pois a minha constituição óssea não está suportando tanto peso... (sempre pesei 64kilos)
Meu corpo está horrível e quanto mais tempo passa eu sei qu não mais voltará a ser como antes, pois mesmo emagrecendo, a pele, a musculatura, bem, é isso!